Transmídia e Crossmídia: qual a diferença?

Transmídia e Crossmídia: qual a diferença?

Muito se fala sobre a interação entre as diversas mídias que ocorre atualmente. Hoje, o desenvolvimento de uma determinada história, seja no meio publicitário ou não, raramente fica retida em apenas uma mídia. O principal fator? Aumentar o alcance da marca, do produto, da história em si, nos diversos e distintos mercados existentes, afinal: quem não é visto não é lembradoE é aqui que entram a Cross e a Transmídia: duas irmãs no processo evolucionário da comunicação multimeios.

Do mercado de massa para a Crossmídia fragmentada

Pense assim: nas longínquas décadas de 1950 e 60, com o desenvolvimento do marketing e da publicidade (pelo menos, como eles passaram a ser conhecidos, então), a comunicação era pautada em uma história, um meio e um formato. Um único anúncio de cerveja não precisava de muito além de ser veiculado no intervalo do sitcom Love Lucy e pronto! O almejado  milagre de seu produto ser conhecido estava feito. Afinal, era assim que o mercado de massa funcionava.

Mas, com o avanço dos meios de comunicação e do modo como consumimos e nos comunicamos, tudo isso mudou. Nesse momento, nem todo mundo assistia somente a um seriado, lia um jornal, ouvia uma rádio. Eram diversas fontes influentes de informações, todas com seus devidos prestígios, para públicos inteiramente diferentes.

Foi dessa necessidade de atingir mais e mais pessoas, onde quer que elas estivessem, que surgiu a Crossmídia. Aqui, tínhamos a única necessidade de comunicar a mesma história, em diversos canais de comunicação. Ser uma história diferente? Nada disso. Pensar uma comunicação para cada público? Pra quê?! Era pegar o conteúdo, adaptar ao formato e mandar. Pronto: você atingiu todo o mercado potencial que tinha desejado durante seu planejamento.

A Crossmídia toma o mundo

A Crossmídia não só foi uma evolução natural da comunicação do mercado de massa para o mercado de nicho, mas, além disso, uma evolução no modo como se criava e comunicava uma campanha, um conteúdo, uma ideia, um produto. Para vender Coca-Cola, precisávamos que absolutamente todos os mercados potenciais fossem atingidos e sobrecarregados com aquela comunicação, seja onde estivessem.

O fim da década de 1990 viu a ascensão explosiva da Crossmídia como A Forma de comunicação do século: a reinvenção da roda em um mercado cada vez mais fragmentado e difícil de atingir. Não vimos a Crossmídia acontecendo só na publicidade. Ela invadiu os cinemas (com suas diversas adaptações de livros), a TV e, claro, se você vivia na Terra nessa época, deve ter ouvido falar de algo chamado Pokémon. A febre oriental assolou o planeta com sua comunicação crossmidiática, inovadora para a época: um jogo que também era um desenho, que também eram cartas colecionáveis, que também era.. absolutamente tudo, em todos os lugares, a todo momento!

Então, uma ideia nasceu na virada do século e maturou-se ao longo da década. Estava vindo à luz a irmã mais jovem da Crossmídia. Foram dados, aqui, os primeiros passos da Transmídia.

A comunicação Transmídia: um polvo de muitos braços

Apenas comunicar a mesma história para todo mundo não funcionava mais. Então, a solução foi começar a contá-la de maneiras diferentes para cada público, criando assim várias histórias, mas todas ambientadas no mesmo universo narrativo, em diversas formas e diversos meios.

Comunicação Transmídia

Existe, de fato, algum problema estrutural na Transmídia? Bom, tudo depende de como você vê essa situação: por serem várias histórias, em vários meios, há a necessidade de que o consumidor esteja disposto a ver todas elas para poder entender a história completa. Caso não o faça, temos frustrações que podem desmoronar uma marca ou ideia.

Esse foi o caso bem infame do seriado Lost, inovador na época por ter sido o primeiro sucesso comercial a usar e abusar da comunicação Transmídia: a história não acontecia só nos 42 minutos do episódio, mas ia além, ela transcendia a TV. Eram sites, blogs, fóruns, HQs, livros. Todo um universo acessado enfática e entusiasticamente pelos telespectadores, na esperança de encontrarem solução para os mistérios da Ilha. Mas o final frustrou muitas pessoas, justamente pelo simples fato de que muitas informações não eram dadas somente no seriado e poucas eram as pessoas que tinham tempo, paciência ou vontade de adentrar esse mundo transmidiático de Lost.

Qual é a melhor solução para meu plano de marketing?

O que usar, afinal? Qual a melhor solução? Abusar da capacidade transmidiática da informação ou reter-se ao conservadorismo com retorno da Crossmídia? O que funciona para sua marca?

Como é sempre bom lembrar: em se tratando de marketing, não existem respostas certas ou erradas. Só existe o melhor jeito de atingir o objetivo. E para descobrir o melhor jeito, bom, é para isso que a icons4u está aí! Estamos prontos para traçar a rota do seu objetivo de marketing, seja ela cross ou transmidiática.

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